<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402</id><updated>2012-02-16T02:08:59.149-08:00</updated><title type='text'>Caixa Sem Sapatos</title><subtitle type='html'>A história, pensamentos e reflexões de uma mera caixa de sapatos, que se viu transformada no baú de recordações de alguém que desconhece...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-2285534113982457233</id><published>2009-08-12T13:39:00.000-07:00</published><updated>2009-12-08T05:11:09.023-08:00</updated><title type='text'>No 8º dia, abri os olhos e respirei fundo...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/Sx5O84zn1VI/AAAAAAAAACs/hfrCXGMYUUI/s1600-h/esperan%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 439px; height: 287px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/Sx5O84zn1VI/AAAAAAAAACs/hfrCXGMYUUI/s320/esperan%C3%A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412850610093938002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Possívelmente, este é o último post deste blog. Não sei se voltarei a escrever nele... Já não faz sentido...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Julgo que, na vida, não existe um tempo determinado para algo. Nunca é tarde. E tudo pode ser feito e acontecer...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No entanto, quando dois não querem, um não consegue...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não sei se voltarei a ver os meus sapatos... Quero acreditar que sim. Quero acreditar que, um dia, vamos conseguir rir... Rir muito. Em conjunto. Sobre tudo isto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas tenho uma certeza. A única certeza que tenho. Jamais vou esquecer os meus amados sapatos. Quando se ama assim, tão intensamente, é impossível esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando se conhece um sentimento tão forte, algo que pensamos que nem sequer existe, passamos a olhar para o mundo e para nós mesmos de forma diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De repente, percebi que o mundo tem formas dispersas, cores desconhecidas, cheiros ... Tudo se mostra novo e diferente daquilo que julgava saber. Mas apenas julgava. Porque todas as (poucas) certezas que tinha, desapareceram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A minha existência, esta coisa a que chamam vida, vai continuar a desenrolar-se... O tempo vai passar e, aos poucos, a dor vai atenuando. Acredito nisso. Pediste-me para seguir em frente. E é o que pretendo fazer. Por mim, por ti, por nós. Por tudo o que vivemos e partilhamos. Se eu não seguir, corro o risco de acreditar que nada disto aconteceu. Que apenas sonhei... Sim, foi um sonho bonito. Muito bonito. Mas que foi muito mais do que um sonho. Nos sonhos, nós não sentimos o cheiro, não sentimos o sabor. Nos sonhos nós não temos a percepção real das emoções. Na vida real, sim. E tudo isto foi real. E não um sonho. Eu vivi, eu senti. Eu cheirei. Eu saboreei. Eu toquei e fui tocada. Eu amei e fui amada. Não, não foi apenas um sonho... Foi real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E, por ter sido real, e por não saber o que o futuro me... te... nos reserva... Vou continuar a viver, a lutar por tudo aquilo em que acredito. Por tudo e todos os que amo e me amam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A todos aqueles que acompanharam os lamentos desta caixa de sapatos, sem sapatos, o meu obrigada. Foi este pequeno espaço que me permitiu não enlouquecer nos últimos meses. Foi este pequeno espaço que me permitiu organizar o aglomerado de sentimentos que me invadiu. Foi este pequeno espaço que me devolveu alguma sanidade mental... Pouca ou muita, a suficiente para continuar viva e não sucumbir aos impectos de terminar com o sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este pequeno espaço, e os meus amigos. Aqueles que eu sempre soube que estariam ao meu lado. E aqueles que se revelaram verdadeiros amigos. A vocês, obrigada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alguém me disse recentemente que, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quando algo de mau acontece, é porque algo muito bom está para acontecer... &lt;/span&gt;Não sei se é verdade. Mas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não me parece lógico que tudo isto tenha acontecido sem algum sentido&lt;/span&gt;. Possivelmente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um dia, também te vou agradecer por tudo isto&lt;/span&gt;. Não sei... As recordações são muitas, as saudades imensas... A vontade de voltar no tempo, aos teus braços, aos teus beijos e carícias, consome a minha alma. Mas a dor... O sofrimento... Esses são os verdadeiros obstáculos que impedem que o que deixou de ser, volte a ser... Embora tudo seja possível na vida, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;os sentimentos profundos são como delicados cristais... Depois de rachados, partidos, estilhaçados, não há cola suficientemente forte que volte a unir os pedaços espalhados de uma vida, de um sentimento...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não sei exactamente em que momento nos perdemos nas encruzilhadas da vida. Não sei em que momento eu virei à esquerda e tu à direita. Mas em algum momento, foi o que fizemos. Lamento por isso. Por isso, e pensar que algo tão bonito e quase perfeito... Ficou por ai mesmo... Quase. Apenas o quase. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma perfeição imperfeita, conturpada por medos, receios, anseios... Todos eles infundados... Ou não... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; color: rgb(51, 0, 51); text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold; font-style: italic; text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não sei o que o futuro tem reservado para mim. Mas quero acreditar que é algo muito bom e muito bonito. Afinal de contas, o Céu é o meu único limite!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-2285534113982457233?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/2285534113982457233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/08/possivelmente-este-e-o-ultimo-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2285534113982457233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2285534113982457233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/08/possivelmente-este-e-o-ultimo-post.html' title='No 8º dia, abri os olhos e respirei fundo...'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/Sx5O84zn1VI/AAAAAAAAACs/hfrCXGMYUUI/s72-c/esperan%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-2525256458031625829</id><published>2009-08-12T02:02:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T03:22:21.026-07:00</updated><title type='text'>No 7º dia, Deus descansou... E fez-se silêncio!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SoKU3VTUPUI/AAAAAAAAACk/V6KsA1oK_80/s1600-h/sil%C3%AAncio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 335px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SoKU3VTUPUI/AAAAAAAAACk/V6KsA1oK_80/s400/sil%C3%AAncio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369017384110931266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;Silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio atroz, que transmite o pavor do esquecimento... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não voltei a ver os sapatos... Não voltei a vislumbrá-los por pequeno segundo que fosse... A fresta da porta deste armário, escuro, frio e sombrio, mantém-se aberta... Mas eles já não vagueiam no vazio que é a minha existência... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pavor... Medo... Desespero... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procura constante, inconstante, na tentativa feroz de não cair no esquecimento... Não os consigo esquecer... Eles não fogem da minha mente, da minha lembrança... Povoam as minhas lembranças, com a ferocidade sentida no momento! Flutuam nas recordações com a intensidade do primeiro olhar, a timidez do primeiro beijo, a urgência do primeiro toque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou esquecida, remetida a um canto soturno da história dos meus sapatos... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;Eles vivem lá fora... Distantes, longinquos... Felizes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;Silêncio... Um silêncio que me mata lentamente... Que pior morte pode haver, que não a do esquecimento?... Enterrada a 7 palmos do chão, não estaria tão esquecida... Tão menosprezada... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;Tão escondida dos raios de vida e esperança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio... Uma voz, um grito, um lamento... Que ecoa e se propaga na imensidão do Universo... Sem resposta... Sem retorno... Sem palavras de alento... Sem memórias recordadas a dois... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio... Vida isolada do isolamento da vida... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;Vida que se arrasta na lentidão do tempo... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas a ausência de barulho... A ausência de sentimento... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;O vazio do silêncio... O vazio da ausência... A ausência de resposta... A resposta silenciosa... O silêncio na ausência... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não a ausência do silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ao som de Here Without You, de 3 Doors Down)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-2525256458031625829?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/2525256458031625829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/08/no-7-dia-deus-descansou-e-fez-se.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2525256458031625829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2525256458031625829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/08/no-7-dia-deus-descansou-e-fez-se.html' title='No 7º dia, Deus descansou... E fez-se silêncio!'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SoKU3VTUPUI/AAAAAAAAACk/V6KsA1oK_80/s72-c/sil%C3%AAncio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-2339347733362714136</id><published>2009-08-01T17:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T04:08:46.307-07:00</updated><title type='text'>No 6º dia, Deus disse: é chegado o momento da despedida!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SnVvtuGo87I/AAAAAAAAACE/OGq7II-LqFQ/s1600-h/morte_poeta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 299px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SnVvtuGo87I/AAAAAAAAACE/OGq7II-LqFQ/s320/morte_poeta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365317362342491058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Surgi por obra do encontro casual de algumas partículas...Ou por obra do Destino... Ou pela vontade de Alguém com uma mente perve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;rsa e fedorenta. Não interessa quem me criou. Não interessa quem me fez surgir e me deu a existência. Apenas importa ter a certeza de que estou a morrer. Todos nós. Desde o momento do nascimento ou do surgimento, até ao dia em que deixamos de existir... É uma caminhada lenta e dolorosa em direcção à morte, à inexistência, ao esquecimento... O tempo que passamos aqui, neste plano material, é demasiado curto e, simultaneamente, demasiado complexo. O sofrimento atroz e imensurável não nos deixa viver e aproveitar a fugacidade do tempo limitado que nos está reservado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As encruzilhadas são tão cruzadas, rebuscadas, que sinto que não existo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo o tempo a sofrer e a martirizar-me. De tal modo, que sinto que, se vou deixar de existir, então neste preciso momento já não existo. De mim vai restar apenas o pó. Vou ser remetida ao esquecimento. Ninguém vai saber que esta caixa de sapatos, sem sapatos, velha, sofrida e gasta pelo tempo, existiu. Não sou Galileu, nem Sófocles. Não sou Camões, nem Pessoa. Não sou Florbela, nem Sophia. Não tenho obra feita. Não tenho um rasto de conhecimento, sabedoria, nem poesia, atrás de mim. Não há motivos para que seja guardada na memória de um povo. Nem de apenas uma única pessoa. Sou mera caixa. Caixa de sapatos, sem sapatos. Remetida ao esquecimento e abandono.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o sentido desta existência? Se vamos todos desaparecer, qual é o motivo que nos leva a existir? Se vamos desaparecer, qual é o motivo que nos leva a sofrer?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque passamos este tempo tão curto e breve, a sofrer, a chorar, a desesperar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É tudo tão breve... Tão fugaz...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"A vida é muito curta para a passarmos a sofrer..." Ouvi esta frase... E senti a verdade implícita e explícita nas palavras proferidas em tom de desabafo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se me resta tão pouco tempo aqui... Se não existe nada mais do que isto, esta coisa a que chamam vida... Porque sofro? Porque choro? Porque me deixo estar neste canto escuro do armário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sapatos estão lá fora... Eles não choram... Eles não sofrem... Eles não lamentam já não serem meus... Eles aceitam o percurso que a vida traçou para eles. Não pensam que podia ser diferente. Não têm vontade que fosse diferente. Limitam-se a viver. A aproveitar este curto espaço de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Caixa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;miserável&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;... Caixa lastimosa... Caixa sonhadora... Sonhei tão arduamente com o amor dos meus sapatos, que não percebi que estava a transformar este tempo tão curto em apenas alguns milésimos de segundo. Perdi-me durante tanto tempo no vale da fantasia e ilusão, que fechei os olhos à &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;constatação&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; dos factos. Não percebi que os sapatos não eram meus. Nunca foram nem nunca serão. Não percebi que aprisionava os sapatos a um sentimento unilateral. Sonhei tanto com a partilha de sentimentos e emoções, que não percebi que me estava a transformar numa carrasca das emoções. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não... Eles não são meus... Eles não me amam como eu os amo. Eles gostaram daquele breve instante em que estivemos juntos... Naquele dia em que os transportei até esta casa bolorenta. Mas eles não vivem na ilusão. Não se alimentam de sonhos nem suposições. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eles são felizes, lá fora, longe de mim. Não pensam quanto seria bom voltarem a estar comigo.&lt;/span&gt; Não... Eles perceberam mais rapidamente do que eu que esta existência é breve e, de nós, só irá restar o pó. Nada mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eles perceberam que a vida, ou existência, deve ser aproveitada ao máximo, pois é curta, é breve, é fugaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nada disto vai ter importância daqui por um século. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se vai lembrar de mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ninguém se vai lembrar dos sapatos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se vai lembrar deste amor que quase me enlouqueceu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Nem eu me vou lembrar... Porque vou deixar de existir...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E a terra vai continuar a girar, a girar, a girar... Em volta dela mesma, e em volta do Sol... Como eu girei em torno dos meus sapatos. Mas que já não são meus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chegado o momento da despedida...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Custa... Dói... Magoa... Mas o mais correcto é deixar de ser a carrasca das emoções e dos sapatos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana; color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Eles estão felizes. E isso basta-me.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; color: rgb(51, 0, 51);"&gt;(ao som de Almost Lovers, de A Fine Frenzy)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-2339347733362714136?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/2339347733362714136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/08/surgi-por-obra-do-encontro-casual-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2339347733362714136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2339347733362714136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/08/surgi-por-obra-do-encontro-casual-de.html' title='No 6º dia, Deus disse: é chegado o momento da despedida!'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SnVvtuGo87I/AAAAAAAAACE/OGq7II-LqFQ/s72-c/morte_poeta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-7963064952631923967</id><published>2009-07-26T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T16:09:26.864-07:00</updated><title type='text'>No 5º dia, Deus disse: que a Verdade desperte da letargia!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SmxyiWZqTYI/AAAAAAAAABs/BpLalGhiLw4/s1600-h/DESTINO_DE_QUE_AMA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 251px; float: right; height: 249px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362787190745746818" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SmxyiWZqTYI/AAAAAAAAABs/BpLalGhiLw4/s320/DESTINO_DE_QUE_AMA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Pequenas lembranças de uma rotina que deixou de ser rotineira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-os... Lindos, belos e esplendorosos, como sempre foram... Reconheço-lhes o cheiro a pele trabalhada, a textura aveludada, o brilho extenuante... Breves momentos, breves visões, que de tão breves, se&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ssemelham &lt;/span&gt;a miragens... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;font-family:verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Não sei quando sofro mais... Quando dói mais, magoa mais... Se é quando não os vejo, quando o mundo gira, gira, e torna a girar... Como se eles nunca tivessem existido na minha curta existência... Quando a rotina se torna rotineira, e as lembranças adormecidas, latentes... Pequenos batuques de um coração que sobrevive dia após dia, com a esperança vã de um dia voltar a bater com vigor. Ou se é quando os vejo... Mesmo que muito brevemente... Páro de respirar, ouço o coração a bater mais alto do que qualquer outro som... Tudo pára, o mundo desaparece... Existo apenas eu e os meus sapatos neste universo cor de rosa choque. A distância desaparece. A dor e o sofrimento são esquecidos... O tempo retrocede, e eu volto a ser uma caixa de sapatos, com os meus sapatos. Tão lindos. Tão belos. Tão amados e acarinhados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;font-family:verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;font-family:verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;Mas é ilusão... Eu deixei, já há muito, de ser uma simples caixa de sapatos... A ilusão é efémera... A mutação e a dor é eterna... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;font-family:verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;Eles não são meus... Jamais foram. Jamais serão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;font-family:verdana;" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;font-family:verdana;" align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;Mas dói. Dói muito vê-los, ao longe, pela fresta deste armário frio... Sinto uma espada gélida a atravessar o meu peito, a esquartejar o meu coração, a separar as minhas costelas e a perfurar a minha carne... Agarro-me a mim mesma, na busca infinita de não me deixar cair, de me agarrar a mim mesma, à minha essência... Procuro sentir a realidade na minha pele, nos meus sentidos. Tento ouvir os sons que me rodeiam. Tento ver as cores que me envolvem. Sentir os cheiros que me circundam. Tento não me perder nas ruelas da ilusão, do sonho, da fantasia. É urgente tocar na realidade e ser tocada pela verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="verdana" style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Verdade dura e cruél. Mas verdadeira: os sapatos não são meus... Mas eu... Eu serei sempre dos sapatos... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 51); font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;(ao som de I´m Yours, de Jason Mraz)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-7963064952631923967?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/7963064952631923967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/07/no-5-dia-deus-disse-que-verdade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/7963064952631923967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/7963064952631923967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/07/no-5-dia-deus-disse-que-verdade.html' title='No 5º dia, Deus disse: que a Verdade desperte da letargia!'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SmxyiWZqTYI/AAAAAAAAABs/BpLalGhiLw4/s72-c/DESTINO_DE_QUE_AMA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-3449487950071401968</id><published>2009-07-05T12:54:00.001-07:00</published><updated>2009-07-05T15:04:17.693-07:00</updated><title type='text'>No 4º dia, Deus disse: que o Amor se transforme em... Saudade!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SlEhVYD6EwI/AAAAAAAAABk/vYPrUKnE6tA/s1600-h/saudade-ricardotavares.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 285px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SlEhVYD6EwI/AAAAAAAAABk/vYPrUKnE6tA/s320/saudade-ricardotavares.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355098083040039682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;O amor transformado em saudade. Palavra tão portuguesa... &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Tão própria de um povo que vive a vida com saudade da vida que não viveu... &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;No canto escuro do meu armário, onde me escondo e repouso, ouço o som da guitarra, ao longe... Melodia cantilena, vinda na brisa suave de um sussurro. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Traz promessas desfeitas, emoções contraditórias, juras por cumprir. &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Palavras de feitiço, que me enfeitiça, com a utopia de algo que não surgiu.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Palavras perdidas, sem nexo, nem conexão. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Palavras soltas, sem ponte para o coração. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Palavras sem barragem, que contenha a imensão das emoções.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Existência irreal, surrealista, forjada pelo sonho que nunca foi realizado.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Existência sem sentido, cujo unico sentido é moldado por uma palavra: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51); font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saudade!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-3449487950071401968?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/3449487950071401968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/07/o-amor-transformado-em-saudade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/3449487950071401968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/3449487950071401968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/07/o-amor-transformado-em-saudade.html' title='No 4º dia, Deus disse: que o Amor se transforme em... Saudade!'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SlEhVYD6EwI/AAAAAAAAABk/vYPrUKnE6tA/s72-c/saudade-ricardotavares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-6451436264443141461</id><published>2009-06-04T16:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T14:31:56.094-07:00</updated><title type='text'>No 3º dia, Deus disse: que o vazio impere!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SkffpARO7tI/AAAAAAAAABc/WmDpvZnc7W4/s1600-h/vazio2-thumb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 295px; height: 193px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SkffpARO7tI/AAAAAAAAABc/WmDpvZnc7W4/s320/vazio2-thumb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352492577693036242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Passo os meus dias, neste canto pétrido, a martirizar-me com as saudades dos sapatos... Não verto lágrimas, nem soluço de lamento... Sou uma caixa, e as caixas não fazem isso. Sou diferente de vocês, humanos. Eu, caixa de sapatos sem sapatos, limito-me a ver os dias passarem, com uma rapidez alucinante! E os dias vão passando, ontem igual a hoje, que será igual a amanhã. Não há acontecimentos marcantes, nem algo que me recupere deste marasmo. Apenas a breve visão dos meus sapatos, por entre a fresta da porta deste armário... Mas são aparições muito breves, logo seguidas de longos períodos de nostalgia... De abstinência. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Este amor, esta paixão, é como uma loucura, como uma droga. Natural, química, ou assim assim. É uma droga que vicía, enlouquece e intoxica. A ausência dos sapatos faz doer, tremer, sofrer. Uma verdadeira ressaca a frio, sem rede nem suporte que auxílie nesta queda livre em que se transformou a minha existência na ausência do meu centro gravitacional.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Transformei-me em nada, em zero, em vazio, um espaço parado, suspenso no vácuo do universo das emoções.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-6451436264443141461?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/6451436264443141461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/06/no-3-dia-deus-disse-que-o-vazio-impere.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/6451436264443141461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/6451436264443141461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/06/no-3-dia-deus-disse-que-o-vazio-impere.html' title='No 3º dia, Deus disse: que o vazio impere!'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SkffpARO7tI/AAAAAAAAABc/WmDpvZnc7W4/s72-c/vazio2-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-2784456477102968167</id><published>2009-05-29T13:44:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T13:02:00.978-07:00</updated><title type='text'>No 2º dia, Deus disse: que o Sonho se transforme em... Ilusão!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SiM0PJ_v5MI/AAAAAAAAABU/yKmcuwOiPWI/s1600-h/sonho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 280px; height: 204px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SiM0PJ_v5MI/AAAAAAAAABU/yKmcuwOiPWI/s320/sonho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342171017977521346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Por muito que me esforce, o mundo dos humanos continua a ser algo completamente estranho para mim... Nunca estão satisfeitos com o que têm. Querem sempre mais e, quando alcançam essa meta tão almejada, procuram outra, colocando a anterior de lado, como se nunca tivesse existido ou tido qualquer importância... Isso deixa-os descontentes com as opções que fazem, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;com as atitudes que tomam... Vivem rodeados de dúvidas e angústias pelos objectivos que atingiram, sem saberem se seria esse o objectivo que pretendiam. Aparentemente, a minha psicopata vive rodeada de "se's"... Se tivesse feito ou agido da maneira x em vez do modo y... Isso fá-la sofrer... É visível... Até eu, uma simples e básica caixa de sapatos camuflada, consigo perceber o sofrimento atroz que a transborda. Toda ela é sofrimento e dor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;A convivência com as dúvidas existênciais dela fez-me perguntar e questionar sobre o que me teria acontecido se, em vez de transportar sapatos, tivesse transportado umas sandálias... Daquelas de cerimónia, com um salto agulha tão fino, que raramente são usadas... Acabando por serem diariamente esquecidas e deixadas dentro da caixa, num canto da despensa, tão escuro e sombrio quanto aquele em que me encontro agora... Se assim tivesse sido, provavelmente a psicopata não me teria retalhado e transformado neste monstro, neste objecto repleto de emoções e recordações inúteis, sem qualquer fim lógico aparente. Se assim tivesse sido, estaria com as minhas sandálias... Não estaria neste buraco bolorento, completamente vazia e oca. A única coisa que me preenche são emoções, sentimentos, recordações... Tudo coisas com as quais ela não consegue lidar, não suporta, e deposita-as em mim, nesta caixa de sapatos sem sapatos. Por vezes, parece que ela quer colocar estes sentimentos num caixote do lixo mas, perante a impossibilidade de se desfazer deles, guarda-os em mim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;Tranformei-me num depósito seguro, onde ela pode guardar todas as emoções e sensações com as quais não consegue ou não quer lidar no dia-a-dia. Seguro, porque sempre que quiser recordar o porquê das decisões que tomou, basta-lhe resgatar-me deste canto esquecido... Mas eu não gosto quando ela o faz... Fá-la sofrer... E de cada vez que a dor dela aumenta, aumenta também a minha dor e saudade dos meus sapatos. Seria tão mais fácil se tivesse transportado umas sandálias de cerimónia... Mas quis alguma força superior que eu transportasse sapatos, e me apaixonasse por eles. Do mesmo modo que ela se apaixonou, amou, sonhou, desesperou e se desiludiu, também eu me apaixonei por aqueles sapatos pretos que, inicialmente, não me pareciam em nada diferentes de todos os restantes do armazém. Mas houve algo neles... Talvez tenha sido o toque suave, a cor brilhante ou a elegância dos seus saltos, que me fez olhá-los como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;os meus&lt;/span&gt; sapatos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Meus e de mais nenhuma&lt;/span&gt; outra caixa. E &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sonhei&lt;/span&gt; com isso tão afincadamente que, por breves momentos, me &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pareceu real&lt;/span&gt;... Os sapatos eram só meus e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu era apenas dos sapatos&lt;/span&gt;. Mas rapidamente percebei que esse &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sonho &lt;/span&gt;não era mais do que uma mera &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ilusão&lt;/span&gt;. E, como qualquer ilusão, foi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;passageiro&lt;/span&gt;. Um dia acordei do sonho e pude observar a realidade exactamente como ela é: os sapatos nunca tinham estado destinados a serem apenas e para sempre meus. Afinal, qual é o objectivo dos sapatos? É serem usados, uma e outra e outra vez. É sairem para a rua, galgarem calçadas, fazerem viagens. É viverem lá fora. Ao passo que eu, mera caixa de sapatos, fui destinada ao esquecimento desde o exacto momento em que fui criada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-2784456477102968167?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/2784456477102968167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/05/por-muito-que-me-esforce-o-mundo-dos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2784456477102968167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2784456477102968167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/05/por-muito-que-me-esforce-o-mundo-dos.html' title='No 2º dia, Deus disse: que o Sonho se transforme em... Ilusão!'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/SiM0PJ_v5MI/AAAAAAAAABU/yKmcuwOiPWI/s72-c/sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-2569384932368326099</id><published>2009-05-25T15:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T17:06:31.358-07:00</updated><title type='text'>No 1º dia, Deus disse: que a caixa se chame... Amor!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/ShsyTZXy6yI/AAAAAAAAABE/i2OdR07eJ-M/s1600-h/anjoperdido1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 264px; height: 281px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/ShsyTZXy6yI/AAAAAAAAABE/i2OdR07eJ-M/s320/anjoperdido1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339917091987450658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(51, 0, 51);font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todos os dias ouço o que ela faz e diz, através da fresta da porta do meu armário, frio e escuro. Vejo-a a andar de um lado para o outro, de um lado para o outro... Ouço-a sair e entrar, no passo confiante que só os sapatos lhe transmitem... Ouço-a a falar com outros humanos... Com o rapaz da fotografia... Com algumas humanas semelhantes a ela... Possivelmente outras psicopatas que transformaram caixas belas em coisas feias e humilhantes... Como eu!&lt;br /&gt;Falam sobre coisas variadas e diferentes... São estranhos! Falam sobre outros humanos que aparecem numa outra caixa... Falam sobre vozes que ouvem a sair de outras caixas... Os humanos são mesmo muito estranhos! Parece que toda a vida deles gira à volta de caixas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há algo que me intriga... Um sentimento... O Amor... Ouço-os a falar em amor. Dizem que se amam. Mas não entendo o que isso significa... Vejo-os a demonstrarem esse sentimento. Bocas que se unem, corpos que se juntam... Trocas de afectos e sentimentos. Mas não os entendo. Que sentimento é esse do qual eles falam? Será realmente um sentimento? Ou mera ilusão? Não compreendo... Eles riem, sorriem, parecem felizes... Em nome do amor... Mas a seguir choram, discutem... Parecem infelizes... E isso também em nome do amor?! Se esse sentimento é assim tão grande e poderoso, como pode fazer com que os humanos sofram essas alterações de humor e comportamento tão acentuadas?!&lt;br /&gt;Estes humanos são mesmo esquisitos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o que eu conheça de mais parecido com esse sentimento humano, o Amor, seja a adoração pelos meus sapatos... Aqueles sapatos, que inicialmente me pareceram tão iguais aos restantes, mas que me conquistaram assim que os tive em mim... Assim que os guardei e transportei até à casa desta psicopata, que mos arrancou... Mesmo sem nunca mais os ter visto... Mesmo sem os voltar a sentir em mim, irei adorar eternamente os meus sapatos. Será que isto é amor? Não sei... Mas parece-me que só por eles posso alterar o meu estado de espírito, entre a alegria extesiante e a tristeza deprimente de uma saudade crónica e constante.&lt;br /&gt;Ouvi a psicopata dizer que o amor move montanhas... Eu só pedia que o amor dos sapatos conseguisse abrir definitivamente a porta deste armário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está triste... Arrancou a fotografia que tinha colado na minha tampa... Chorou... E uma dessas lágrimas caiu sobre mim... Senti o frio daquela gota, e com esse frio, o desespero, a angústia, a desilusão... Um sentimento de abandono assolou o meu espírito de caixa de sapatos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim... Se amar é isto... Então eu amo os meus sapatos... Aqueles que nunca mais tornarei a ver... A não ser nos meus sonhos de ilusão... Aqui, escondida e esquecida, no canto escuro e sombrio do armário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-2569384932368326099?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/2569384932368326099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/05/no-1-dia-deus-disse-que-caixa-se-chame.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2569384932368326099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/2569384932368326099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/05/no-1-dia-deus-disse-que-caixa-se-chame.html' title='No 1º dia, Deus disse: que a caixa se chame... Amor!'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/ShsyTZXy6yI/AAAAAAAAABE/i2OdR07eJ-M/s72-c/anjoperdido1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3944469632209418402.post-1658794261896730696</id><published>2009-05-20T05:58:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T17:10:01.981-07:00</updated><title type='text'>No início, Deus disse: faça-se a caixa!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/ShszOcQDt1I/AAAAAAAAABM/BZD519GQb-A/s1600-h/1615833.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/ShszOcQDt1I/AAAAAAAAABM/BZD519GQb-A/s320/1615833.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339918106372585298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O sorriso e alegria eram contagiantes! Tinha uns sapatos novos e eram lindos! Pelo menos, ela assim os via. Para mim, eram apenas sapatos. Pretos, de salto alto. Iguais a todos os restantes sapatos que tinha visto no armazém. Colocaram-me os sapatos dentro e fecharam com a tampa. Eu era uma caixa de sapatos! Senti-me feliz e realizada, pois estava a cumprir a missão para a qual tinha sido criada: guardar sapatos. Mas foi uma felicidade fugaz... Rapidamente tiraram-me os sapatos... Vi-a calça-los, alegre e entusiasmada com a festa que se avizinhava. Fui colocada num canto da despensa, escura e fria. Não me lembro de muito mais... Apenas a tristeza, a nostalgia, por não ter os meus sapatos...  Vi a porta da despensa ser aberta várias vezes, mas nunca para os sapatos me serem devolvidos. Fui criada para guardar sapatos, mas estava vazia... Sem sapatos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo passou. Talvez dias ou semanas. Eventualmente meses. Mas um dia, ela retirou-me da despensa. Aquilo era novo... Sonhei que fosse abraçar novamente os sapatos... Fiquei entusiasmada, excitada... Mas conheci pela primeira vez a desilusão. Revestiu o meu interior com papel colorido. Senti o frio da cola a entranhar-se no meu cartão. Que suplício! "O que é isto? Não são sapatos! O que é que ela está a fazer? Não vê que me magoa?!" De seguida pintou o meu exterior com uma tinta cor-de-rosa choque... Uma tinta de água que me deixou enregelada! Que &lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;martírio&lt;/span&gt;! Parecia que aquele inferno nunca ia ter um fim! Ela pintava, colava, cortava... Eu estava a ser retalhada, alterada, deformada... Quando terminou, eu já não era eu... Eu, que tinha sido uma caixa de sapatos tão bonita, forte e resistente... Eu, que tinha sido alvo de coscuvilhices das outras caixas do armazém devido à minha beleza, naquele cartão castanho, estava agora feia... Terrivelmente feia! Era cor-de-rosa... Tinha imagens coladas, janelinhas ridículas cortadas, preenchidas por ráfia entrelaçada desconexa! Possivelmente, aos olhos humanos, eu estava bonita... Mas não para mim... Eu não tinha sido criada para aquilo... "Onde é que estão os meus sapatos?!" Só pensava nisto, quando ela colocou algo no meu interior... Não eram os meus sapatos... Os meus adorados sapatos! Eram fotografias... As primeiras recordações e emoções que eu guardei... Fotografias de um passeio numa tarde cheia de sol. Via os raios coloridos a reflectirem nas imagens, acompanhados de sorrisos. Percebi o olhar carinhoso que ela lhes dirigia... Pegou numa e colou-a na minha tampa. Aquela fotografia devia ser especial. Lá estava ela, a psicopata que me retalhou e desmembrou, a olhar de frente para um rapaz... Olhavam-se nos olhos, rostos próximos, sorrisos tímidos. Olhares de carinho, olhares de amor... Ela passou a mão levemente pela fotografia, sorriu e fechou-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agora, o que me esperava era apenas guardar emoções, sentimentos, sonhos e ilusões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Eu era, oficialmente, uma caixa de sapatos sem sapatos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3944469632209418402-1658794261896730696?l=caixasemsapatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/feeds/1658794261896730696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/05/caixa-vazia.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/1658794261896730696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3944469632209418402/posts/default/1658794261896730696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caixasemsapatos.blogspot.com/2009/05/caixa-vazia.html' title='No início, Deus disse: faça-se a caixa!'/><author><name>Caixa Sem Sapatos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04780504309110967276</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wLFWYWdV310/ShszOcQDt1I/AAAAAAAAABM/BZD519GQb-A/s72-c/1615833.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
